O City Tour Arqueológico de Cusco serve para compreender melhor os mistérios da Civilização Inca e como essa civilização ancestral deixou legados neste lugar.
City Tour Arqueológico de Cusco (Qorikancha, Saqsaywaman, Q’enqo, Pukapukara e Tambomachay)
Reservamos este dia para fazer o City Tour Arqueológico de Cusco, que é a melhor forma de conhecer a cidade de Cusco, que foi a capital da Civilização Inca. Este passeio serve para compreender melhor os mistérios dessa civilização ancestral e os legados deixados neste lugar. O ponto de encontro para início do passeio foi no complexo onde abrigam-se o Museo de Sitio Qorikancha e o Convento de Santo Domingo.

City Tour Arqueológico de Cusco: Qorikancha
Começamos nosso passeio arqueológico pelo Museo de Sitio Qorikancha, também conhecido como Templo do Sol. Após passarmos pela entrada, o guia nos deu uma explicação sobre o lugar, falando sobre sua importância para Cusco e para a Civilização Inca. Em seguida, adentramos o complexo passando inicialmente pelas construções incas.

A construção de Qorikancha iniciou no governo de Manco Cápac, sendo reconstruída posteriormente por Pachacutec no século XV. Sua arquitetura impressiona por apresentar imensos blocos de pedras perfeitamente encaixados e simetricamente alinhados, e sem nenhum tipo de argamassa.

Dentro do sítio arqueológico, percorremos diferentes áreas: o Templo do Sol, principal templo do lugar que era todo coberto de ouro; o Templo da Lua, dedicado à divindade feminina associada à fertilidade e ao calendário; o Templo das Estrelas, relacionado à observação astronômica e aos ciclos agrícolas; o Templo do Arco-Íris, dedicado a fenômenos naturais considerados manifestações divinas; e o Museu de Sítio, que abriga peças arqueológicas encontradas em escavações realizadas no local.




A história diz que quando os espanhóis chegaram neste lugar, encontraram abundância de ouro e prata deixados ali como oferenda aos deuses. O lugar então foi saqueado e parcialmente destruído. Posteriormente, doaram as terras aos dominicanos que ali construíram, sobre as ruínas, o Convento de Santo Domingo.

City Tour Arqueológico de Cusco: Saqsaywaman
A próxima parada do city tour foi em Saqsaywaman, ou Sacsayhuamán, uma obra da arquitetura e engenharia inca construída entre os séculos XIV e XV. Alguns acreditam que este lugar era um centro cerimonial, com diversos templos para adorar aos deuses Incas. Ou ainda, dizem que a fortaleza tinha fins militares, servindo como abrigo de armas e alimentos. Tem ainda quem diga que inicialmente tinha um propósito religioso, em honra ao deus Illapa, “o deus do trovão”, e por isso o formato de raio nos paredões.

Saqsaywaman está localizada 3.700 metros acima do nível do mar e conta com mais de 3 mil hectares. Acredita-se ainda que mais da metade do complexo se encontra embaixo da terra. Antes de nos liberar para uma visita livre pelo sítio arqueológico, o guia nos levou até um ponto para explicar detalhes desta imponente obra da arquitetura Inca.

Durante a visita, nos impressionamos não apenas com a arquitetura Inca, mas também com as belezas naturais dos arredores, cercada de montanhas e lar de lhamas e falcões. Próximo dali encontra-se o Cristo Blanco com seu mirante que proporciona uma bela vista de Cusco.




Saqsaywaman é um perfeito exemplo da impressionante arquitetura inca, com pedras que chegam a medir 9 metros de altura e pesar mais de 125 toneladas. Apesar da imponência, grande parte de sua estrutura foi destruída pelos espanhóis durante o processo de colonização.


City Tour Arqueológico de Cusco: Q’enko
Próxima parada do passeio foi no sítio arqueológico de Q’enqo, localizado a 6 km de Cusco e a 3.580 metros de altitude. Estudos sugerem que este lugar teve função predominantemente cerimonial e astronômica. Evidências arqueológicas apontam que o local era utilizado para rituais religiosos ligados ao culto do Sol (Inti), à Lua e à Pachamama (Mãe Terra).

Na visita, pudemos observar a presença de canais entalhados na rocha, que indica que líquidos eram utilizados em cerimônias simbólicas. Também pudemos observar mesas cerimoniais, onde os incas eram mumificados, anfiteatro, pequenos canais, altares, dentre outros. No caminho para o final da visita, tivemos uma bela vista de Cusco e do Bosque de Q’enqo, um lugar com árvores nativas como queuña, pinheiro e salgueiro, junto com arbustos e ervas autóctones.





Antes de irmos para o próximo sítio arqueológico do passeio, paramos na Factoria Tierra Inka, uma feira de artesanatos onde o visitante pode encontrar roupas feitas com fibras finas e delicadas, como as de lã de alpaca.

City Tour Arqueológico de Cusco: Pukapukara
Após as compras, partimos para a próxima atração do dia: Pukapukara. Muito provavelmente estas ruínas foram construídas durante o reinado do Inca Pachacutec, entre os anos de 1438 e 1471. Sua função está relacionada com o sistema administrativo e militar, já que sua localização é ideal como posto de controle e vigilância.

Pukapukara abrigava alguns tambos, que eram locais utilizados para armazenar alimentos, lã, lenha e outros materiais, utilizados por mensageiros e viajantes que por ali passavam. Construída com grandes paredes, terraços e escadas, fazia parte da defesa de Cusco servindo também para estacionar a comitiva do Inca quando este se dirigia a Tambomachay.



City Tour Arqueológico de Cusco: Tambomachay
Chegamos ao último sítio arqueológico do passeio: Tambomachay. Este lugar foi basicamente um assentamento Inca dedicado ao culto do elemento água. Neste lugar existem canais e aquedutos construídos em perfeita harmonia com a natureza ao redor. Bete e Juliana não quiseram caminhar até a construção principal do síito, então fui sozinho. Bete preferiu reeditar uma foto tirada há 20 anos atrás.


Tambomachay é uma importante mostra da engenharia hidráulica que os incas possuíam, já que o recinto tem canais de água realizados em pedra talhada nos quais fluem água durante todo o ano. Esta água flui até uma plataforma que funcionava como fonte litúrgica e, presumivelmente, banhos do inca.

Após o término do passeio, a agência nos deixou no Centro Histórico de Cusco, onde aproveitamos para fazer um lanche na Starbucks, localizada na Calle Loreto, ao lado da Plaza de Armas.
Centro Histórico de Cusco
Como tínhamos praticamente toda a tarde livre, decidimos passear pelo Centro Histórico de Cusco. Este lugar mágico preserva construções que são um verdadeiro tesouro, além de ruínas, templos, igrejas e edificações coloniais. Uma bonita mistura entre os dois períodos mais importantes da história do Peru: a era inca e a era colonial.

Bem próximo da Plaza de Armas, enfim conhecemos a famosa Piedra de los 12 ângulos, uma imensa pedra que é um artefato arqueológico que fazia parte de um muro de pedra de um palácio Inca, e que atualmente é um patrimônio nacional. A pedra atualmente faz parte de uma parede do palácio do Arcebispo de Cusco.

Catedral de Cusco
Retornamos à Plaza de Armas, ou Plaza Mayor, e fomos visitar uma das grandes atrações do lugar: a Catedral de Cusco, também conhecida como Catedral Basílica da Virgem da Assunção. Esta catedral é um dos principais templos religiosos da América do Sul, por ter sido uma das primeiras igrejas católicas do continente. Construída durante o período colonial, por volta de 1560, um de seus objetivos era que os espanhóis pudessem professar sua fé e catequizar a população do Império Tawantinsuyo.

A Catedral de Cusco tem estilo renascentista em seu exterior, mas seu interior possui uma mistura de estilos, dentre os quais o barroco e o gótico. É uma construção muito imponente: tem uma planta retangular, 3 naves e 12 capelas em seu interior, além de uma riqueza enorme de detalhes tanto no piso quanto em seus adornos e pilastras de sustentação. É uma construção internamente muito rica em imagens, com quadros, capelas e altares revestidas em ouro e prata.









Não é permitido tirar fotos em seu interior mas, como há 20 anos atrás não registramos nada por este motivo, desta vez não conseguimos ficar sem registrar a imponência e a beleza deste lugar.

Caminhada por Cusco
Depois da visita à Catedral, passamos por uma feira de produtores bastante popular e bacana para visitar, a Feira Artesanal de Produtores El Marquez de San Francisco. Semelhantemente ao Mercado de San Pedro, a feira possui muitas vestimentas feitas a mão, mas se diferencia no quesito tamanho do local.

À noite, saímos para jantar e fomos em direção à Plaza de Armas que tem diversas opções de restaurantes e bares. Chegando lá, tentamos entrar no Carpe Diem mas estava cheio, então nos encaminharam para o Restaurante Miranda by Carpe Diem, que fica bem ao lado e faz a união das culinárias peruana e italiana. Excelente restaurante!!!

Após o jantar, caminhamos pelo Centro Histórico, nesta que seria nossa última noite em Cusco. Então, nos despedimos deste lugar mágico que proporciona ao visitante belíssimas fotos, tanto diurnas como noturnas.


Dicas e informações
Informações
- Qorikancha era um dos mais importantes templos da Civilização Inca, por ser dedicado a Inti, o deus Sol, principal divindade deste povo. Seu nome, em quéchua, quer dizer “recinto de ouro” ou “templo de ouro” e, por isso, ficou conhecido como Templo do Sol.
- A sobreposição arquitetônica de Qorikancha criou um dos exemplos mais marcantes da fusão entre o mundo andino e o período colonial. Curiosamente, terremotos que atingiram Cusco ao longo dos séculos danificaram severamente a estrutura colonial, mas preservaram grande parte das bases incas, reforçando ainda mais a grandeza da engenharia pré-hispânica.
- O nome Saqsaywaman, de origem do idioma quéchua, quer dizer “lugar onde o falcão é saciado”, provavelmente pela presença deste animal no local. Foi construída pela Civilização Inca no século XV e demorou mais de cinco décadas para ser finalizada, dependendo do trabalho de mais de 20 mil homens.
- No dia 24 de junho, no solstício de inverno, em Saqsaywaman se realiza o festival anual de Inti Raymi onde se representa o ritual incaico de culto ao deus Sol ou Inti. As pessoas do lugar se mobilizam com fantasias coloridas e realizam danças típicas repetindo assim a tradição de seus antepassados.
- A tradução da palavra Q’enqo seria “labirinto”, em referência aos túneis, passagens e canais subterrâneos que este lugar abriga. Durante o período colonial, acredita-se que a denominação “Q’enqo” tenha se consolidado, enquanto na época inca era tradicionalmente conhecido como “Q’inqu”.
- O nome Pukapukara, de origem quéchua e que significa “fortaleza vermelha”, faz referência à tonalidade de seus muros ao entardecer (devido ao abundante ferro).
- O nome Tambomachay, de origem quéchua, se divide em duas palavras: “Tampu”, que significa lugar, e “Machay”, que significa descanso. Ou seja, era utilizado como um local onde a nobreza Inca descansava.
Serviços
- City Tour Arqueológico de Cusco
- Valor: USD 15 dólares
- Agência: Tayra Tours
- Catedral de Cusco
- Entrada: PEN 40 soles peruanos
