Neste dia de arte em Paris, enquanto o Museu do Louvre nos apresentou à história antiga e clássica, o Museu d’Orsay é o santuário da modernidade.
Louvre e Orsay: Um Dia de Arte em Paris
Iniciamos nosso dia de arte em Paris pelo Museu do Louvre. Às 9h da manhã, hora em que agendamos a visita, passamos pela famosa Pirâmide Invertida no subsolo, onde a luz do sol cria uma geometria perfeita que parece flutuar sobre uma pequena pirâmide de pedra.

A imensidão do Museu do Louvre
Iniciamos nossa jornada no Louvre entrando no coração da ala mais famosa do museu: a Sala Denon e as galerias de Pinturas Italianas e Francesas. É aqui que a Monalisa, de Leonardo da Vinci, divide as atenções com obras colossais do romantismo francês, como A Liberdade Guiando o Povo e A Coroação de Napoleão.






A poucos passos dali, a ostentação real ganha vida na Galeria de Apolo, uma sala com tetos folheados a ouro e afrescos impressionantes que serviram de inspiração para a Sala dos Espelhos do Palácio de Versalhes. É ali que ficavam guardadas as joias da coroa francesa. Neste dia, a sala estava fechada em consequência do assalto ocorrido em outubro de 2025, que resultou no roubo dessas joias.

Bem perto dali, vale citar duas esculturas gregas que são destaque no acervo do museu: a Vitória de Samotrácia, uma famosa escultura em mármore do período helenístico que representa a deusa grega da vitória, Nice; e a Vênus de Milo, que retrata a deusa Afrodite (chamada de Vênus pelos romanos), deusa do amor e da beleza.


Antiguidades Egípcias
A imersão histórica continuou na seção de Antiguidades Egípcias, um acervo fascinante de múmias, sarcófagos e esfinges que nos transportam diretamente para as margens do rio Nilo. Bem na entrada desta seção, encontra-se a Grande Esfinge de Tânis, que foi achada em 1825 nas ruínas do Templo de Amon-Rá, na antiga cidade de Tânis, no Egito.

Dentre os grandes destaques desta seção, estão a Sala do Templo, que evoca o ambiente sagrado dos santuários à margem do Nilo; o monumental Sarcófago de Ramsés III, em granito rosa, esculpida com passagens do Livro dos Mortos; e a Câmara dos Ancestrais do Rei Tutemés III, uma árvore genealógica divina usada para legitimar o poder do faraó perante 61 soberanos anteriores.






Depois de tanta caminhada, fizemos uma pausa estratégica para um lanche. Escolhemos a Cafeteria do Louvre especificamente pela vista: saborear um café olhando de cima para as famosas pirâmides de vidro e para o pátio central com a imponência do Arco do Carrossel do Louvre compensa qualquer cansaço.

A grandiosidade do Pátio Marly
Após o lanche, continuamos nossa imersão pelo Louvre atravessando o Pátio Marly, um pátio interno coberto por um teto de vidro monumental que inunda de luz natural as belíssimas esculturas francesas dos séculos XVII e XVIII.

Em seguida, chegamos ao Louvre Medieval. Caminhar pelos fossos originais da antiga fortaleza do século XII, escondidos no subsolo do museu, é como fazer uma viagem no tempo antes mesmo de ver as pinturas. Dali, seguimos para a ala do Oriente Antigo e Mesopotâmia, onde ficamos cara a cara com o grandioso Código de Hamurábi e as monumentais esculturas dos touros alados da Assíria.





O charme e a luz do Museu d’Orsay
Após uma pausa para descansar as pernas e cruzar o Rio Sena, chegamos ao Musée d’Orsay perto do horário agendado das 17h. Se o Louvre nos apresentou à história antiga e clássica, o Orsay é o santuário da modernidade. O museu abriga a maior coleção de obras impressionistas e pós-impressionistas do mundo. Caminhar por suas galerias iluminadas é cruzar com quadros que você certamente já viu em livros escolares ou cartões-postais.

Dentre as diversas obras de arte ali expostas, contemplamos de perto as pinceladas vibrantes e cheias de textura de Vincent van Gogh, os cenários bucólicos de Claude Monet, as bailarinas de Edgar Degas e os retratos cheios de vida de Auguste Renoir.



O grande clímax da visita ao Orsay acontece no último andar. Além de ver as telas monumentais, você fica cara a cara com o gigantesco relógio de vidro da antiga estação. Olhar através de suas engrenagens e ver a silhueta da cidade de Paris, com a Basílica de Sacré-Cœur ao fundo enquanto a noite cai, é o encerramento poético perfeito para um dia dedicado à cultura e à beleza.





Dicas e informações
Informações – Dia de Arte em Paris
- Tanto o Museu do Louvre quanto o Museu d’Orsay estavam incluídas no Paris Museum Pass. Para a visita nas 2 atrações, é necessário agendar o horário com antecedência.
- A Galeria de Apolo, no Museu do Louvre, após o roubo das joias da coroa francesa em outubro de 2025, só foi reaberta ao público em agosto de 2026, mas com as vitrines completamente vazias.
- O Museu d’Orsay está instalado em uma belíssima e antiga estação de trem inaugurada para a Exposição Universal de 1900. O próprio edifício é uma obra de arte da arquitetura industrial e da Belle Époque.
Serviços
- Paris Museum Pass
Preço: € 108,15 euros
Validade do passaporte: 4 dias consecutivos, a partir da primeira entrada.

